Doutoranda cria comunidade para conectar e fortalecer mulheres nas Ciências Exatas em todo o Brasil

Edmara Viana da Silva, do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos, reuniu mulheres de diferentes regiões do País para compartilhar oportunidades e ampliar redes de apoio na área.

Escrito por: Jornal da USP

Retirado de: Jornal da USP

Com o objetivo de transformar experiências individuais em uma rede coletiva de apoio, a pesquisadora Edmara Viana da Silva, doutoranda do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos, criou a comunidade Mulheres nas Exatas. A iniciativa busca reunir meninas e mulheres de todo o país interessadas nas áreas de ciências, tecnologia, engenharia e matemática.

Aberta a estudantes, pesquisadoras, professoras e profissionais, a rede reúne mais de 150 participantes em todo o Brasil. O grupo funciona por meio do aplicativo de mensagens WhatsApp e serve como um canal direto para a troca de experiências e o compartilhamento de vagas de emprego, bolsas de estudo, editais de pesquisa, cursos, programas de orientação profissional e eventos acadêmicos.

A ideia do projeto surgiu durante a participação de Edmara no Programa de Mentoria para Mulheres nas Ciências, organizado conjuntamente pela Sociedade Brasileira de Matemática, pela Sociedade Brasileira de Física e pela Sociedade Brasileira de Química.

Combate ao isolamento e falta de representatividade

Durante os encontros com outras pesquisadoras, a doutoranda da USP notou que, embora existissem diversos projetos de incentivo à presença feminina nas ciências exatas pelo país, essas iniciativas ficaram isoladas e eram pouco divulgadas.

“Ao ouvir relatos de estudantes e pesquisadoras, percebi que muitas compartilham desafios semelhantes, como a falta de representatividade, o isolamento em ambientes predominantemente masculinos e a dificuldade para encontrar oportunidades e apoio”, relata a pesquisadora.

A comunidade acolhe participantes de todos os níveis de formação. Essa variedade de perfis permite que profissionais experientes e jovens estudantes troquem referências, sirvam de inspiração umas para as outras e construam parcerias de trabalho.

Apresentação oficial e novos projetos

A divulgação pública da rede começou durante a Bienal de Matemática, realizada na cidade de Natal, no Rio Grande do Norte, onde a pesquisadora apresentou o projeto em um painel sobre a participação feminina na ciência.

A iniciativa segue em expansão e já planeja novas ações para o grupo, incluindo ciclos de palestras, rodas de conversa, grupos de estudo, clubes de leitura e treinamentos voltados ao fortalecimento e à capacitação de meninas e mulheres no setor de exatas. O acesso à comunidade é gratuito e pode ser feito por meio de ligação digital disponibilizada nas redes do projeto.

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