Educação da USP debate sobre ensino de literaturas africanas e lança livro sobre obra guineense

Roda de conversa no dia 25 de setembro abordará a oralidade e a educação antirracista na prática docente; encontro marca o lançamento de obra de ensaios da professora Érica Bispo.

Escrito por: Jornal da USP

Retirado de: Jornal da USP

A Faculdade de Educação (FE) da USP realizou, no dia 25 de setembro de 2026, o encontro Literaturas africanas na sala de aula. Aberto ao público e sem necessidade de inscrição prévia, o evento reuniu educadores para discutir como a literatura produzida em países africanos de língua portuguesa e a tradição oral podem ser utilizadas para fortalecer práticas pedagógicas antirracistas no cotidiano das escolas.

O encontro aconteceu das 10h30 às 12 horas, no Auditório da FE-USP, na Cidade Universitária, em São Paulo. A programação contou também com o lançamento oficial do livro Kabás Garandi: Ensaios sobre literatura guineense e outras literaturas africanas de língua portuguesa, de autoria da professora Érica Bispo.

Oralidade e aplicação da legislação educacional

A roda de conversa buscou oferecer caminhos práticos para a atuação dos professores de educação básica, destacando o papel da oralidade — a tradição de transmitir saberes, memórias e narrativas por meio da fala —, um recurso central nas literaturas do continente africano.

A proposta pedagógica tem como objetivo apoiar os docentes no cumprimento das Leis Federais nº 10.639/2003 e nº 11.645/2008, que estabelecem a obrigatoriedade do ensino de História e Cultura Afro-Brasileira e Indígena nas escolas de todo o Brasil.

Análise literária e mediação

Publicada em 2025, a obra Kabás Garandi reúne ensaios voltados à produção literária da Guiné-Bissau e de outros países lusófonos do continente africano. A apresentação do livro e o debate com a autora Érica Bispo contarão com a mediação da professora Adriana Dantas.

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